Ebook – Conclusões do Estudo

Ebook – Conclusões do Estudo

Ebook – Conclusões do Estudo

Apresentação de resultados-chave

A AIDGLOBAL disponibiliza as conclusões do Estudo realizado no âmbito do projeto GVETS e presentes no documento “Ebook”.

  1. Não existem políticas explícitas e holísticas relativamente à integração de crianças migrantes em nenhum dos países em que se realizou o Estudo. Em 2017, a Comissão Europeia propôs um conjunto de 10 princípios para integrarem sistemas de proteção de crianças, providenciando um enquadramento para o cuidado dos menores na questão da migração, sendo que, no entanto, cada Estado Membro é responsável pelos seus acordos nacionais. Os pequenos migrantes são considerados, em geral, como parte da unidade familiar e são ignorados tanto em termos dos serviços disponíveis como das suas necessidades.
  1. É necessária uma abordagem mais sistémica e holística em relação ao apoio e capacitação de profissionais que trabalham com crianças migrantes. É fundamental desenvolver estratégias de formação integradas, incluindo a melhoria da qualidade dos recursos da educação e novas metodologias para a capacitação, direcionadas aos profissionais que trabalham neste campo.
  1. Pesquisas empíricas mostraram que existem bons exemplos de formações organizadas para profissionais que trabalham com crianças migrantes nos países da UE. No entanto, o problema é que, geralmente, elas são baseadas em projetos (surgem a partir de projetos) e a sua continuidade é incerta após o término do respetivo financiamento. Isso aplica-se tanto aos “antigos” quanto aos “novos” Estados-Membros da UE. Esse mecanismo de financiamento não permite a criação de uma rede clara de ações de formação, sendo que nenhuma rede clara e estável foi identificada em nenhum país em que a pesquisa foi realizada.
  1. Os especialistas e os participantes na pesquisa online apoiaram inequivocamente mais a formação / o curso presencial sobre questões de migração do que o e-learning e consideraram as formações presenciais como sendo as mais adequadas para as questões de migração. O uso das TIC é visto como uma ferramenta auxiliar para enriquecer a oferta, mas não como um substituto da habilitação presencial.
  1. Profissionais gostariam de receber formação sobre as competências relacionais / soft skills, nomeadamente capacidades de comunicação, resolução de conflitos e de problemas, sensibilidade e conhecimento intercultural, identificação das necessidades da criança e capacidades mais práticas como métodos e técnicas de educação não-formal, integração em práticas das comunidades locais e ferramentas. Além disso, a formação sobre autocuidado foi mencionada como importante, destacando a necessidade de resiliência, autoconsciência / refletividade.
  1. Os profissionais estão dispostos a participar em ações formativas que utilizem a gamificação e as TIC, para adquirirem e desenvolverem competências. Contudo, é importante não esquecer que nem todos os profissionais têm o nível de conhecimentos informáticos necessários para acompanharem a formação online. Outros pré-requisitos importantes são o acesso fácil e contínuo às tecnologias e um ambiente geralmente favorável / positivo para a sua utilização.
  1. O processo de gamificação deve ser rigoroso e quase personalizado para os utilizadores finais. O usuário final deve ser claramente identificado, o conteúdo e as instruções devem ser fáceis e terem uma relação clara com a realidade objetiva. Somente assim, será possível facultar uma formação com metas e objetivos concretos.
  1. Uma questão importante que poderia ser tratada com as ferramentas de TIC é a possibilidade de serem criadas redes diferenciadas para diferentes áreas profissionais. Atualmente, não existe essa possibilidade, apesar da forte demanda de especialistas localizados em instituições, regiões e localidades.
  1. Outro aspeto relevante que poderia ser ponderado, pelo menos em parte, tem a ver com as ferramentas e a gamificação das TIC — a possibilidade de autocuidado ou, pelo menos, a autoavaliação em termos do estado mental dos profissionais que trabalham com crianças migrantes, a fim de detetar burnouts (esgotamento associado à atividade profissional). A necessidade de formação relativa à questão de autoconsciência / refletividade foi apontada como uma das capacidades que necessitam de formação.

Para consultar o documento na íntegra, clique aqui.

Financiado pela Comissão Europeia através do programa Erasmus+, o GVETS envolve 7 Organizações de 7 países da União Europeia: AIDGLOBAL, de Portugal; IASIS, da Grécia; OXFAM, de Itália; ITAINNOVA, de Espanha; Grupo de Desenvolvimento de Diversidade, da Lituânia; Centro de Inovação Social, de Chipre; e Menedék, a associação coordenadora, da Hungria.