Estudo “Entre o Saber e o Fazer: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento”

Estudo “Entre o Saber e o Fazer: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento”

Estudo “Entre o Saber e o Fazer: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento”

“Entre o Saber e o Fazer: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento”, apresentado no passado dia 29 de fevereiro, pela Campanha Global pela Educação portuguesa (CGE).

“Education is the most powerful weapon which you can use to change the world”. É com esta citação de Nelson Mandela que se inicia o estudo “Entre o Saber e o Fazer: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento”, apresentado no passado dia 29 de fevereiro, pela Campanha Global pela Educação portuguesa (CGE).

A apresentação esteve a cargo da sua autora, a consultora Patrícia Magalhães Ferreira, junto de Mariana Hancock, Coordenadora Nacional da CGE; Maria Antónia Barreto, Investigadora do CEA e Professora no Instituto Politécnico de Leiria; e Manuel Correia, Presidente do IPAD. Moderou o debate Clara Carvalho, Presidente do CEA do ISCTE-IUL.

O estudo, coordenado pela Fundação Gonçalo da Silveira (FGS), enquanto Organização responsável pelo Secretariado da CGE, contou com o cofinanciamento do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), e visa promover um debate em torno a Cooperação Portuguesa no sector da Educação e dotar de novas ferramentas as Organizações Não Governamentais (ONG) envolvidas em ações nesta área.

O estudo reúne uma série de recomendações para as organizações públicas e sociedade civil que atuam neste setor, partindo das disparidades setoriais e geográficas do aceso à educação no atual contexto internacional. “Os desafios são ainda enormes no que respeita aos objetivos da Educação Para Todos, como é o caso da educação pré-escolar, do desenvolvimento de competências e da alfabetização de adultos”, relata o estudo.

“Os compromissos internacionais assumidos no âmbito dos ODM, tiveram um papel fundamental na definição de uma agenda global de ação, mas são hoje insuficientes face às necessidades e aos desafios que os países em desenvolvimento enfrentam no setor da Educação”, segundo o estudo, sublinhando ainda que é preciso “desenvolver esforços e parcerias para colocar a Educação no centro do desenvolvimento global na agenda pós-2015”.

Relativo a este ultimo ponto, propõe-se também “enfatizar o impacto da Educação no crescimento económico e no desenvolvimento sustentável, pressionando para a inclusão sistemática deste tema nas reuniões internacionais sobre desenvolvimento e sobre questões económicas (incluindo o G-20 e outras reuniões e alto-nível) ”.

Para concluir, o texto recomenda as instituições públicas portuguesas, com responsabilidades na Cooperação no setor da Educação, “desenvolver uma atuação concertada para advogar em prol da Educação como vetor central do desenvolvimento global, juntos dos organismos oficiais, em Portugal e na Europa, incluindo através da Educação para o Desenvolvimento”.

A Campanha Global pela Educação (CGE) teve origem numa coligação internacional que surgiu em 1999, no âmbito do Fórum Mundial sobre Educação em Dakar (2000), composta de Organizações da Sociedade Civil (OSC) e Organizações Não Governamentais, da qual faz parte a AIDGLOBAL, de centros escolares, de sindicatos de cariz educativo e de movimentos sociais diversos comprometidos com o direito à educação.

A AIDGLOBAL tem vindo a dinamizar, nas escolas parceiras, onde está a decorrer o projeto de Educação para o Desenvolvimento “Educar para Cooperar – Loures” 2ª edição, a Semana da Ação Global pela Educação (SAGE), que este ano terá lugar entre os dias 22 e 28 de abril. “Educação e Cuidados na Primeira Infância” é o tema que baliza a ação de 2012.

O Estudo pode ser consultado aqui.