Porto Santo inaugura primeira máquina de recolha de embalagens PET de Gestão Comunitária

Porto Santo inaugura primeira máquina de recolha de embalagens PET de Gestão Comunitária

Porto Santo inaugura primeira máquina de recolha de embalagens PET de Gestão Comunitária

A primeira máquina de recolha de embalagens de plástico não reutilizável, totalmente financiada por estabelecimentos comerciais, foi inaugurada no dia 11 de abril, no Porto Santo, Região Autónoma da Madeira, e traz consigo um sistema de recompensa que pretende incentivar a comunidade local a reciclar.

Com o propósito de colmatar as quebras de adesão dos estabelecimentos privados nestes sistemas de reciclagem financiados pelo Estado e, assim, minimizar o impacto do descarte indevido de materiais plásticos, foi inaugurada a primeira máquina para recolha de embalagens PET totalmente financiada por estabelecimentos comerciais.

A máquina, estrategicamente colocada na loja do Pingo Doce de Vila Baleira, município de Porto Santo, tem um sistema de recompensa para os seus utilizadores, incentivando desta forma a comunidade local a reciclar. Por cada depósito de embalagens PET, os utilizadores recebem vales de desconto para utilização posterior em estabelecimentos de comércio e restauração local.

A iniciativa surgiu no âmbito do projeto “Porto Santo sem Lixo Marinho”, que tem como objetivo reduzir radicalmente o volume de plásticos descartáveis usados, designadamente através de campanhas de comunicação dirigidas a todas as partes interessadas.

Ângela Morgado, Diretora Executiva da ANP|WWF, Organização Não Governamental de Ambiente, explica que “este é um sistema inovador no contexto nacional”. Acrescenta que a iniciativa permite “trabalhar em contacto direto com a comunidade local e com os estabelecimentos comerciais de Porto Santo, garantindo corresponsabilização na redução do uso e no aumento da reciclagem dos resíduos plásticos, que muito têm contribuído para a poluição no Arquipélago da Madeira”.

Também para Sofia Lopes, Gestora de Projetos na AIDGLOBAL, esta iniciativa é de “extrema importância, não só porque promove formas acessíveis de reciclagem das embalagens de plástico, mas também porque consciencializa a população local para o reconhecimento do lixo marinho como um dos maiores problemas ambientais atuais”, conclui.

Por sua vez, Nuno Filipe Melim Batista, presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, afirma que esta é uma luta permanente da cidade madeirense: “Queremos que o Porto Santo se mantenha na linha da frente para travar a fuga de plástico para o Oceano. Todos temos a responsabilidade de contribuir para a redução do plástico de uso único e o nosso município tem uma preocupação enorme em garantir as melhores práticas para preservar a biodiversidade da ilha do Porto Santo e do Oceano que a rodeia”.

Para que tal seja possível, foram realizadas várias ações de sensibilização da população residente no Porto Santo e foi definido um Plano de Gestão Comunitário até 2025, crucial para a gestão e redução do lixo marinho originado nesta ilha.

O projeto “Porto Santo Sem Lixo Marinho” é financiado pelo Programa Ambiente dos EEA Grants e promovido pela Associação Natureza Portugal, em parceria com a WWF Portugal, a AIDGLOBAL, a Água e Resíduos da Madeira, a Câmara Municipal do Porto Santo e pelo pólo do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente na Madeira, acolhido pela a ARDITI. Conta, ainda, com o apoio da WWF Noruega e da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas.