O projeto “Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global (2a Ed.)” promove Estudo sobre Participação Política Jovem e Desenvolvimento

O projeto “Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global (2a Ed.)” promove Estudo sobre Participação Política Jovem e Desenvolvimento

O projeto “Jovens na Política – Participar para a Cidadania Global (2a Ed.)” promove Estudo sobre Participação Política Jovem e Desenvolvimento

AIDGLOBAL lança o Estudo “Diferentes formas de participação política em prol do Desenvolvimento”, realizado por um jovem investigador e orientado pelo Centro Estudos Internacionais do Iscte-IUL.

Conduzido pelas Professoras Doutoras Clara Carvalho e Antónia Barreto do Centro de Estudos Internacionais do Iscte-IUL (CEI-IUL), o Estudo realizado pelo investigador Filipe Fernandes procura identificar o grau de conhecimento, envolvimento e mobilização da juventude portuguesa perante as questões globais atuais e constatar se esta participação vai ao encontro das questões do Desenvolvimento e da Cidadania Global.

Através de 24 entrevistas a membros de Juventudes Partidárias e de associações juvenis e a estudantes e jovens interessados em politica, um inquérito respondido por 262 jovens e por meio de uma base teórica de Educação para o Desenvolvimento e Cooperação para o Desenvolvimento, o Estudo concluiu que as formas de participação estão em mudança, a qual se traduz na transição de uma participação mais formal, vista frequentemente como negativa, para uma atuação mais informal e menos comprometida com as Organizações.

Entretanto, os resultados do Estudo relevam que os/as jovens demonstram estar mais sensibilizados e mobilizados para problemáticas globais, principalmente para a “Igualdade de Género”, o “Clima” e os “Direitos Humanos”, procurando espaços onde possam emitir as suas opiniões e debatê-las com outros indivíduos, de maneira mais livre e menos centralizada. Cada vez mais, muito em detrimento da participação presencial, os espaços escolhidos para estes debates são as redes sociais, o que motiva vários queixumes por parte das Organizações, sobre a dificuldade de mobilização da juventude.

Esta nova forma de revelação de ideias e valores despertou a perceção do que significa ser um/a “Cidadão/Cidadã do mundo”, estando a juventude mais atenta e consciente das questões que consideram injustas, mesmo que não a afete diretamente, dada a sua relação e atenção, cada vez mais firme, face às questões de índole imaterial, como a promoção dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Sustentável.

O investigador Filipe Fernandes faz diversas recomendações “aos que têm o poder de decidir”, aos atores e partidos políticos, às Juventudes Partidárias e a outras entidades, para que as questões globais, defendidas pelos/as jovens sejam mais incentivadas e promovidas pelas Organizações. Apela, ainda, que as conclusões do Estudo não sejam indiferentes a quem procura captar a atenção dos/as jovens, mobilizar a sua energia e aproximá-los das suas estruturas.

Veja o estudo aqui.

O estudo enquadra-se no projeto “Jovens na Política — Participar para a Cidadania Global (2ª) Ed.”, promovido pela AIDGLOBAL e cofinanciado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.. Este projeto tem como parceiros o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), a Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), a Dypall Network, o Centro de Estudos Internacionais – Instituto Universitário de Lisboa, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ)